Hoje vamos falar sobre o Filme “A Empregada”, adaptação do livro de Freida McFadden para as telonas. Quem me acompanha por aqui sabe que gostei demais do livro e já tinha feito um artigo sobre o livro “A Empregada”, história inicial de uma trilogia cheia de suspense. (Então, se vc caiu aqui sem ter lido o enredo do livro, minha dica é – para essa leitura e dá um clique no link aí em cima para ler inicialmente tudo sobre o livro, para depois entender melhor a continuação desse artigo abaixo! 😉).
E é claro que eu não ia perder a adaptação para o cinema dessa história doida! Hoje, vamos, explorar semelhanças e diferenças entre essas duas produções! Bora lá? 🏠
Um pouco sobre o Filme A Empregada..
A Empregada, livro de Freida McFadden que conquistou leitores pelo suspense psicológico e pelas reviravoltas perturbadoras, ganhou uma adaptação para o cinema que aposta em uma narrativa mais direta e visual. A produção entende que a força da história está na sensação constante de desconforto e tenta traduzir isso por meio de silêncios prolongados, enquadramentos fechados e uma atmosfera opressiva.
No elenco, Sydney Sweeney interpreta Millie, uma personagem marcada por um passado difícil, que aceita um emprego aparentemente perfeito. Amanda Seyfried vive Nina, a patroa instável e imprevisível, cuja presença causa estranhamento desde os primeiros momentos. A relação entre as duas sustenta grande parte da tensão do filme, assim como no livro, criando uma sensação constante de que algo está errado naquela casa.
De forma geral, a história acompanha a chegada de Millie à mansão dos Winchester e a lenta descoberta de que aquele trabalho, que parecia uma chance de recomeço, esconde segredos profundos e perigosos. A adaptação não tenta reproduzir cada detalhe do livro, mas sim reinterpretar o suspense para a linguagem do cinema, onde imagem e ritmo assumem um papel central.
Livro x Filme: quando a mesma história segue caminhos diferentes
…pode conter alguns spoilers! ⚠️
O filme A Empregada é bastante fiel ao livro, traduzindo em imagens as sensações que tive ao ler a história. Gostei do processo de materializar os personagens, a casa, o sótão.. Mas, eu não poderia deixar de notar algumas mudanças na narrativa que me chamaram à atenção, sem prejuízos a obra como um todo. Vamos então, enumerá-las:
1) A morte do marido de Nina
Uma das diferenças mais marcantes entre o livro e o filme está no destino do marido de Nina. No livro, sua morte é lenta, cruel e profundamente perturbadora. Ele morre trancado no sótão, privado de água e comida, além de ter os dentes arrancados. É uma punição prolongada, que acontece fora de cena e depende muito da imaginação do leitor para causar impacto. O horror ali é psicológico, silencioso e contínuo.
No filme, essa resolução ganha outro tom. A morte do personagem é explícita e visual, acontecendo quando ele é empurrado escada abaixo. A escolha da adaptação parece buscar um impacto imediato, encerrando o arco narrativo de forma clara para o espectador. Embora funcione cinematograficamente, essa mudança reduz o caráter psicológico e a sensação de punição lenta e calculada que o livro constrói com tanto cuidado.
Essa diferença evidencia algo importante: enquanto o livro aposta no desconforto que cresce aos poucos e permanece na mente do leitor, o filme precisa materializar o suspense em imagens, mesmo que isso altere a natureza do horror apresentado.
2) A ausência do primeiro capítulo do livro
Uma escolha muito inteligente da adaptação foi eliminar o primeiro capítulo do livro. Na leitura, esse início funciona como um gancho poderoso, mas no cinema poderia quebrar o suspense cedo demais. Transformar o epílogo literário em imagem logo de início provavelmente tiraria o impacto da revelação. O filme entende que ver é diferente de imaginar — e, por isso, reorganiza o suspense para manter a tensão até o fim.
3) As torturas de Millie no quarto
No filme, a cena em que Millie se machuca com o caco de porcelana adiciona um nível de violência física que não existe da mesma forma no livro. Na obra original, o sofrimento de Millie é muito mais psicológico e emocional. A adaptação opta por materializar essa dor no corpo, talvez para tornar o sofrimento mais visível e imediato para o público.
4) A obsessão do marido de Nina por aparência
No livro, o marido de Nina é descrito com uma obsessão quase perturbadora por cabelos loiros muito claros e dentes extremamente brancos — um detalhe simbólico que reforça sua superficialidade e controle. No filme, essa característica aparece de forma bem mais sutil, quase diluída, o que reduz um pouco a dimensão psicológica desse personagem específico.
5) Enzo não aparece muito no filme
Uma grande diferença no filme, que achei fazer bastante falta, é a presença do Enzo. Enzo é o jardineiro italiano que ajuda Nina a escapar das garras maléficas do marido no filme, porém no livro, ele também ajuda Millie e sua estrutura como personagem é bem maior. Nos próximos livro, Enzo tem papel fundamental nas funções desempenhadas por Millie, em ajudar mulheres que são maltratadas pelos seus maridos.
Duas obras, duas experiências!
Livro e filme oferecem experiências distintas, mas complementares. A leitura de A Empregada provoca inquietação pela mente, pelas entrelinhas e pelo silêncio. Já o filme aposta na tensão visual e na urgência das cenas. Nenhuma versão anula a outra. Pelo contrário: juntas, mostram como uma mesma história pode se transformar ao mudar de linguagem.
Para quem leu o livro, o filme convida à comparação. Para quem conheceu a história pelo cinema, talvez desperte a curiosidade de mergulhar na obra original. Em ambos os casos, A Empregada continua sendo uma narrativa incômoda, claustrofóbica e impossível de ignorar!
Preciso acrescentar a informação de que o segundo filme da trilogia já foi confirmado! Enquanto aguardamos ansiosamente essa espera, que tal ler sobre o enredo do livro 2 dessa sequência de suspense?
Para finalizar, uma observação: super recomendo as duas experiências (livro e filme), mas preciso confessar que sempre vou preferir ler do que assistir! 😘😉
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Gisella é Bióloga, formada pela Universidade de São Paulo (USP) e Tecnóloga Oftálmica, formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Ama artes, música, diversão e investimentos! Escrever tem sido sua paz atual, onde encontra tranquilidade para a mente! Gosta de compartilhar conexões com assuntos que domina e que está aprendendo a dominar! ❤️
