O Agente Secreto (2025), dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, é um dos filmes brasileiros mais contundentes do ano. Ambientado em 1977, durante os últimos anos da ditadura militar, o longa transforma vigilância, perseguição e memória em matéria-prima cinematográfica.
Hoje vamos explorar um pouco mais o potencial dessa produção brasileira em ser premiada, assim como o filme Ainda Estou Aqui, no ano passado. Bora lá? 🕵🏼♀️
Sinopse do filme O Agente Secreto
Ambientado em 1977, O Agente Secreto acompanha Marcelo (Wagner Moura), um professor universitário especializado em tecnologia que retorna a Recife após anos de afastamento, tentando reconstruir sua vida depois de ser perseguido por atividades consideradas “subversivas” durante o regime militar. A perseguição é concretizada por uma dupla de perigosos, que terceirizam o trabalho pago por uma figura de poder.
De volta à cidade, Marcelo tenta restabelecer uma relação com o filho — que vive com os avós — e recuperar algum senso de normalidade. Mas logo percebe que está sendo observado, seguido e manipulado por forças que nunca se mostram diretamente. O retorno que deveria significar segurança se transforma em uma nova ameaça.
No caminho, ele cruza com figuras que compõem o tecido político, social e emocional da época: Elza (Maria Fernanda Cândido), uma presença ambígua que mistura proximidade e mistério; Bobbi (Gabriel Leone), cuja juventude e ímpeto contrastam com o clima sufocante ao redor; e Dona Sebastiana (Tânia Maria), personagem que ancora o enredo à vida cotidiana e às tensões silenciosas do período.
Tudo ao redor de Marcelo — a cidade, as pessoas, os ruídos — carrega a sensação constante de vigilância. A narrativa o coloca entre a fuga e o enfrentamento, enquanto tenta sobreviver a um sistema que opera sempre nas sombras.

O elenco do filme O Agente Secreto.
Estética: a paranoia como linguagem
A força do filme está na forma como Kleber Mendonça Filho traduz paranoia em imagem e som. A câmera acompanha Marcelo como se fosse mais um observador clandestino. Os enquadramentos são apertados, a iluminação é calculadamente realista e a fotografia recria a atmosfera dos thrillers políticos dos anos 70 sem cair na estética.
Cada corredor vazio, cada janela, cada silêncio prolongado contribui para construir o clima de ameaça constante. É um cinema em que a tensão não depende de explosões: ela nasce do cotidiano.
Wagner Moura em seu modo mais contido
Wagner Moura entrega uma atuação precisa e profundamente interna. Ao contrário de seus papéis mais expansivos, aqui ele vive um homem que tenta não desmoronar. As emoções são pequenas, quase imperceptíveis — e justamente por isso tão poderosas. A fragilidade crescente do personagem dá ao filme sua espinha dorsal emocional.
O Brasil como cenário e personagem
O Agente Secreto é um thriller político que só poderia existir no Brasil. Não é uma explicação didática da ditadura, tampouco um drama histórico convencional. É um filme sobre as cicatrizes invisíveis do período: o medo de ser observado, a sensação de que há sempre algo não dito, a insistência do passado em reaparecer.
Kleber Mendonça Filho evita o óbvio. Ele cria uma obra que dialoga com o passado, mas também ecoa ansiedades contemporâneas — vigilância, manipulação, controle social. Isso tudo traduzido em histórias paralelas ao redor do personagem principal. O desfecho soa poético e cheio de simbologias profundas.
Nem sempre fácil — mas impossível de ignorar
O longa tem quase 160 minutos, o que pode exigir paciência de parte do público. Mas essa duração faz parte da imersão: a temporalidade lenta reforça a sensação de vigília e pressão psicológica.
Mendonça Filho não entrega respostas prontas. Ele prefere que o público sinta a atmosfera antes de entender a narrativa. É um filme para ser vivido, não apenas assistido.
Por que O Agente Secreto promete surpreender nas premiações?
- É um dos filmes brasileiros mais importantes do ano
- Mistura cinema autoral com narrativa envolvente.
- Wagner Moura entrega uma performance madura e intensa.
- A estética é poderosa: imagem, som e ritmo trabalham juntos.
- O filme provoca reflexão sobre memória, vigilância e identidade.
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O Agente Secreto é um thriller político sofisticado, inquietante e profundamente brasileiro. É cinema que expõe feridas, questiona o poder e convida o espectador a olhar para o passado para entender o presente. Para quem gosta de obras que unem arte, história e tensão narrativa, este filme é uma experiência indispensável! Bom filme! ❤️🕵🏼♀️
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Gisella é Bióloga, formada pela Universidade de São Paulo (USP) e Tecnóloga Oftálmica, formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Ama artes, música, diversão e investimentos! Escrever tem sido sua paz atual, onde encontra tranquilidade para a mente! Gosta de compartilhar conexões com assuntos que domina e que está aprendendo a dominar! ❤️
