Hoje escolhi falar de um filme brasileiro singelo, que fala sobre uma sociedade tradicional que exclui indivíduos que não se encaixam em determinados padrões pré-estabelecidos, mas que também produz amor verdadeiro, um amor improvável e que aceita, mesmo rodeado de violência e julgamentos.
É louvável essa produção brasileira chamada “O Filho de Mil Homens”, que vai te arrancar algumas várias lágrimas! Vamos falar um pouco sobre essa história diferente que explora tanto? 🎣🧑🧑🧒🧒
O enredo do filme “O Filho de Mil Homens”
O filme começa contando a história de Crisóstomo, um pescador solitário, de meia idade, que mora na beira do mar e que tem um grande sonho: ser pai! Como a vida sempre se encarregou de excluí-lo de tudo, ele nunca conseguiu uma companheira e, portanto, nunca conseguiu construir uma família completa. Para preencher esse grande vazio, Crisóstomo fez um boneco de pano, com botões e retalhos e é esse boneco que faz companhia a ele por todos os anos.
Quando o destino de Camilo, um garoto que ficou órfão (filho de Francisca, uma mulher com nanismo e excluída da sociedade, que morreu em seu parto), cruza o caminho de Crisóstomo, seus futuros mudam completamente.
Em paralelo a história desses dois protagonistas, outros personagens são apresentados. A vida de todos eles se unem por um grande ponto em comum: todos são marginalizados pela sociedade tradicional.
Isaura é uma garota que perdeu a virgindade no início da adolescência e por isso não é mais digna de ter um “casamento bom”. Ela cuida da mãe doente e sofre por não ser aceita pela comunidade onde vive.
Antonino é um jovem homossexual que não se encaixa aos moldes arcaicos dos outros moradores da cidade. Sua mãe o despreza e não o aceita.
Crisóstomo, Camilo, Isaura e Antonino se unem em uma família não-tradicional, improvável, porém cheia de amor. Nutrida não pela obrigação de laços de sangue, mas sim por uma escolha de unir desafetos.
Minha interpretação do filme “O Filho de Mil Homens”
Poucos diálogos e muito sentimento é o ponto chave do filme. Uma boa interpretação emociona muito mais do que mil palavras! A vida sofrida de alguns pode receber algum alívio quando semelhantes se aproximam. Os que sofreram exclusão podem compreender os demais excluídos, criando oportunidades para o afeto verdadeiro surgir e o amor de livre escolha se estabelecer.
O filme é simples, singelo e cheio de simbologias e todos esses elementos levam a uma mensagem final: o pertencimento é algo fundamental na existência humana e quando ele é alcançado, não queremos guerra com ninguém! 🥹
Porque o filme se chama “O Filho de Mil Homens”?
Aqui vai um pouco de “viagem” para interpretarmos algo bastante subjetivo.. Minha visão do título é sobre paternidade/maternidade e o que ela significa. Uma criança pode ser filha de todos aqueles que escolhem amá-la, daquele que cuida, daquele que a pariu, daquele que a acolhe, daquele que a entende, daquele que a protege e que a ensina. Então, um filho pode ter inúmeros pais/mães na sociedade, preferencialmente, uma sociedade que acolha as diferenças e inclua os marginalizados.
Portanto, ser um filho de mil homens significa ser moldado e influenciado por várias presenças, histórias de vida e aprendizados, fruto das interações com diferentes indivíduos que cruzam seus caminhos. E não estamos falando de laços sanguíneos..
Onde assistir ao filme “O Filho de Mil Homens”?
Esse importante filme sobre a essência humana está no catálogo da Netflix.
O drama “O Filho de Mil Homens” é baseado no livro homônimo de Valter Hugo Mãe, com direção e roteiro de Daniel Rezende. A produção é da Biônica Filmes, em parceria com a Barry Company, e aposta em uma estética sensível e contemplativa, com filmagens realizadas no litoral do Rio de Janeiro e na Chapada Diamantina. A fotografia e a direção de arte ajudam a traduzir para o cinema o tom poético da obra original, centrada em afeto, pertencimento e novas formas de família.
No elenco, o destaque vai para Rodrigo Santoro, que interpreta Crisóstomo. Ao seu lado estão Miguel Martines, como o menino Camilo, Johnny Massaro, no papel de Antonino, e Rebeca Jamir, como Isaura. O elenco de apoio reúne nomes fortes do cinema nacional, contribuindo, portanto, para uma narrativa delicada e profundamente humana, que valoriza as relações construídas fora dos modelos tradicionais.
Vale a pena, então, se emocionar com essa história e se deixar tocar por algo tão poético e profundo! Recomendo essa produção brasileira, com bastante orgulho!🥹❤️🎣
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Gisella é Bióloga, formada pela Universidade de São Paulo (USP) e Tecnóloga Oftálmica, formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Ama artes, música, diversão e investimentos! Escrever tem sido sua paz atual, onde encontra tranquilidade para a mente! Gosta de compartilhar conexões com assuntos que domina e que está aprendendo a dominar! ❤️
